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05 | HSCB

Março 30, 2008 · Deixe um comentário

A cada dia que passa mais empresas investem em naming right no Brasil. O mais novo integrante deste time é o banco HSBC que inaugurou no dia 26 de março a primeira casa espetáculos com seu nome no país: o HSBC Brasil, que vem a substituir o nome Tom Brasil na conhecida casa de shows paulistana.O show inaugural da casa foi feito pelo cantor britânico Seal, que vem a reforçar a origem do banco, além de esboçar proximidade com o país, uma vez que a mãe do artista é brasileira.

O HSCB também terá uma venue com seu nome no Rio de Janeiro, pois a Arena Multiuso, construída para os jogos Pan-americanos e administrada pela francesa GL Events  passará a se chamar HSBC Arena.

O HSBC Brasil e o HSBC Arena vão aproximar a marca dos consumidores e ampliarão a divulgação da marca. Os clientes da instituição também serão beneficiados, pois o banco oferecerá a eles benefícios semelhantes ao dos clientes do Citibank, como pré-venda de ingressos, entrada exclusiva, descontos e promoções.

O banco deverá saber aproveitar bem o naming das venues pois ele já utiliza esta ferramenta nos EUA, onde há o HSBC Arena, um ginásio de hóquei no gelo que hospeda os jogos do Buffalo Sabres.

O naming right da Arena Multiuso corrige a rota da casa, que já deveria ter nascido com um nome estampado em sua fachada, gerando impacto relevante para o anunciante em todo continente Americano, por conta dos jogos Pan-americanos.

Se desde o projeto inicial tivesse sido comercializado o naming da venue, seria quase impossível a TV Globo, por exemplo, não falar o nome da instalação das competições, pois não haveria outro nome senão o nome da marca patrocinadora. (Ok, na Copa do Mundo eles não chamaram a Allianz Arena pelo nome e sim estádio de Munique).

Quanto ao Tom Brasil, a tarefa de colocar o nome de HSBC Brasil na cabeça das pessoas levará mais tempo, pois a casa já tem certa tradição, desde suas instalações anteriores. Mas esse problema pode ser facilmente resolvido através de  investimento em mídia que fará o novo nome pegar.

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04 | post no promoplanners

Março 26, 2008 · Deixe um comentário

Quando lancei o Desafio Hipotético 8, escolhi o texto do Luciano para publicar aqui. Agora, lendo o post do Panhoca, me lembrei do texto que o Adams, nosso leitor promo planner, me enviou nessa oportunidade.

Ele escreveu sobre como os clientes estão lançando mão do entretenimento “para ativar, fazer ações de relacionamento e de branding”. Uma tendência crescente e fácil de identificar, mesmo para ele, que não trabalha em agência

São “patrocínios de conteúdos, eventos proprietários, naming right e outras modalidades” em que as marcas podem capitalizar, sedimentar imagem e gerar vendas.

Ele segue: “Podemos ilustrar isto usando como exemplo os musicais internacionais. Há quase 10 anos tínhamos apenas uma produção com a chancela Broadway em cartaz em São Paulo: “Lês Misérables”, que foi apresentada no Teatro Abril, antigo teatro Paramount, totalmente restaurado.

“Em alguns dias, com o patrocínio de grandes marcas, teremos pelo menos 4 musicais em cartaz ao mesmo tempo na mesma cidade, sejam em montagens originais ou adaptações, mas todas com o selo Broadway estampado: “The Producers”, patrocinado pela Colgate e Santander; “Miss Saigon”, patrocinado pela Credicard Citi; “West Side Story”; e “Aída, Musical de Elton John e Tim Rice” patrocinados pelo Bradesco e pela Amex. Essa concorrência toda deve deixar os produtores com os cabelos em pé, pois eles devem estar se perguntando se há público suficiente para lotar as platéias e garantir aos patrocinadores o retorno do investimento”.

Agora, juntando esse texto do Adams com o Desafio Hipotético 9, me diga: se seu Cliente comprasse o patrocínio de uma dessas peças, você sugeriria uma ação para capitalizar esse patrocínio? O que você proporia?

A sua resposta pode ser a próxima oportunidade que sua agência vai aproveitar – e faturar em cima. Aproveite sua Criatividade!

Valeu pela colaboração, Adams ;)

Este texto foi públicado no Promoplanners, um blog de planejadores do mercado promocional em 14 de março de 2008. Leia aqui

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03 | ativação

Março 26, 2008 · Deixe um comentário

A ativação em entretenimento é uma coisa um pouco complexa, pois pode envolver a utilização de imagens do conteúdo (artista, espetáculo, time de futebol) por parte do cliente, e definição de que tipo de ação cada patrocinador pode fazer com o conteúdo por parte de quem promove o evento e interação entre ambos com a agência escolhida pelo cliente para criação das ações.

Geralmente o patrocinador principal de um evento tem os maiores direitos mas, com criatividade, pode-se obter grande visibilidade e resultados, mesmo tendo uma participação menor na escala de patrocínio.

Para ilustrar como isto pode funcionar cito o case do Whiskas (Masterfoods) patrocinando o espetáculo touring company da Broadway Cats em 2005 2006.

Embora historicamente empresas de bens de consumo não sejam muito receptivas a patrocínios, já que a maioria dos executivos faz um raciocínio baseado na comparação entre este tipo de investimento e a aplicação da verba em mídia, que, supostamente, tem um retorno maior, demonstra-se é possível obter retornos relevantes utilizando o entretenimento como ferramenta de marketing.

Essa é o trabalho do o planejamento em entretenimento: mostrar ao cliente/prospect alternativas que além das opções tradicionais, que sejam criativas e que respeitem do budget do cliente.

À primeira vista a ligação do Whiskas com Cats parece obvia, mas, para que o projeto fosse vendável foi apresentada uma proposta que consistia em instalar um lounge no foyer da casa de espetáculo com look&feel da marca, no qual haveriam puffs que se pareceriam com novelos de lã para que as pessoas se aguardavam o espetáculo e, ao mesmo tempo fossem abordadas por promotoras divulgando o novo lançamento da marca.

Idéia simples, barata e que liga o espetáculo e ao produto é tudo o que o cliente quer, mas, naquele momento, o essencial para a marca naquele momento era gerar a experimentação e a distribuição de sampling do produto na saída do show não parecia uma boa alternativa.

O cliente e sua agência então sugeriram a realização de uma promoção do tipo compre/concorra. Devido ao valor da cotaa de patrocínio que estava sendo adquirida o promotor permitiu apenas a divulgação da promoção nos PDV’s e através do site da empresa. Segundo a mecânica da ação os premiados de todo o país ganhariam kits Whiskas+Cats e/ou ingressos para assistir ao espetáculo em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

O produtor por sua vez, foi responsável pela aprovação do conteúdo e cuidou para que o cliente se sentisse atendido e prestigiado para que no futuro faça outros negócios com a empresa.

O resultado da ação de patrocínio+ativação+branding foi sucesso total, com milhares de consumidores engajados participando da promoção, experimentando o novo produto, além das milhares de pessoas impactadas on-site pelo stand (que infelizmente não teve os puffs de lã L) e outras tantas que viram a marca Whiskas nos anúncios do Cats.

Este foi um grande exemplo de criatividade associada ao entretenimento, com adequação, impacto e relevância que pode servir de exemplo para que outras empresas invistam neste tipo de ação.

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02 | propriedades

Março 3, 2008 · Deixe um comentário

Muito mais do que associar a marca a um conteúdo (artista, espetáculo, equipe de futebol, etc), estar em contato com milhares de pessoas do seu target em um momento de descontração, uma empresa que se propõe a adquirir um patrocínio de um evento de entretenimento compra as propriedades.

Ingressos, exposição de marca nos locais dos eventos, direito a realizar promoções, direito a utilizar imagens dos conteúdos em campanha institucional, camarote VIP exclusivo são alguns exemplos de propriedades oferecidas ao mercado.

As propriedades devem garantir ao patrocinador tirar o maior proveito possível do investimento, maximizando o valor percebido pela empresa e tangenciando o conteúdo ao negócio em que a empresa atua.

A quantidade e a importância das propriedades que cada um dos patrocinadores têm direito é definida pela cota de patrocínio que ele adquire. Quanto maior o investimento, maior será quantidade de propriedades e maior será a relevância do evento.

Os principais patrocinadores dos eventos, normalmente chamados de Patrocinadores Master (existem outras denominações) possuem as propriedades relevantes como apresentar o show – quando vemos uma peça de mídia impressa ou um filme de divulgação de um conteúdo há o “Marca X Apresenta…” antes do nome do conteúdo, o que confere ao patrocinador uma posição de destaque naquela comunicação – além da possibilidade de realizar uma grande campanha promocional de ativação, potencializando a associação da marca ao conteúdo.

São as propriedades que dão ao patrocinador a possibilidade de ampliar a repercussão da ação, criar e fortalecer relacionamentos além de criar vínculo emocional com seus consumidores e manter a marca na mente das pessoas.

Investir milhões em uma cota de patrocínio não garante à marca sucesso na ação, e nem investir milhares de reais relegará a marca a uma posição insignificante. Cabe aos executivos serem criativos para tirar o máximo proveito do investimento.

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