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24 | VW, Trama e CSS

Julho 29, 2008 · Deixe um comentário

A Trama demonstra que está acompanhando a evolução do mercado fonográfico driblando os downloads ilegais de mp3, com o lançamento de álbuns completos de artistas para serem baixados gratuitamente pelo site da gravadora, patrocinados por uma marca.

Assim foi com o Tom Zé, o pioneiro nesta empreitada da Trama, que foi patrocinada pela VR. Agora chegou a vez da banda brasileira de maior sucessona cena independente mundial, o Cansei de Ser Sexy (CSS), lançar um álbum para download totalmente gratuito patrocinado pela Volkswagen.

Essa é uma grande tacada para montadora, que traz para si todo o hype da banda paulistana, dando juventude e frescor à marca que já tem um grande apelo entre os jovens, e se torna uma das pioneiras a explorar essa ‘mídia’, aproveitando o grande poder de alavancagem de downloads que o CSS tem.

A apropriação de um feature de um artista é algo muito importante para as marcas, pois desse modo elas conseguem tangibilizar o patrocínio, tornando a marca parte da vida das pessoas, o que pode se converter em vendas no futuro.

O que chama a atenção especificamente neste feature oferecido pela VW é que, nos arquivos mp3 ofertados, não há nenhuma referência à VW. Talvez pudesse ser colocado nos créditos, enquanto a música toca, onde aparece o nome da música, da banda e do álbum um ”oferecimento VW”, que não seria muito invasivo. Esta simples atitude poderia reforçar o link da marca com a música para todos aqueles que baixarem o arquivo, seja no site da Trama, seja em sites P2P ou torrent, amplinando a divulgação do patrocinado da montadora.

Parabéns à VW , à Trama e ao CSS. À primeira por ser uma das pioneiras neste tipo de patrocínio no Brasil, buscando criar vínculo emocional e recall da marca nos consumidores, o que vale muito no mercado atual onde os produtos que em si não tem muita diferença, a não ser a marca e o que eles apresentam. À segunda por conseguiu perceber que o negócio das gravadoras não é vender música e sim proporcionar entretenimento, trabalhando outro modelo de negócios, que tem tudo para ser seguido por outras empresas. E ao último, que vai continuar mantendo o nome da banda em destaque com essa tática de deixar suas músicas liberadas para todos gratuitamente.

Vamos ver se essa novidade se espalha para outras áreas, como o cinema, que também vê na internet um vilão. Imagine só se o último filme Batman, em vez do lançamento oficial com artistas passando pelo tapete vermelho, fosse criado com o “Upload Oficial”, onde o diretor e as estrelas do filme ’subiriam’ um arquivo para o servidor no qual pessoas do mundo inteiro pudessem baixá-lo gratuitamente, sendo patrocinado por grande anunciante com presença mundial. Seria legal, não seria?!

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23 | gas festival 2008

Julho 28, 2008 · Deixe um comentário

O Gas Festival do ano passado foi um evento proprietário bem sucedido, que teve milhares de jovens reunidos em um mesmo espaço por um dia, sendo envolvidos pela marca do Guaraná Antártica.

Este ano o evento evolui, ampliando o conceito de evento proprietário e tornando-se um branded entertainment televisivo, no mesmo molde do Estúdio Coca-Cola:  transmitidos em canais abertos, com foco no jovem e que tentam ligar à marca a música. Claro, cada marca à sua maneira.

O Gas Festival traz o evento proprietário a um outro patamar, colocando a marca em evidência por alguns meses, a exemplo do que está fazendo o Skol Beats, mas com a diferença fundamental de que este ano ele fará parte da grade de programação de Rede TV!, em um formato “concurso de talentos” onde bandas se apresentarão até que uma vencedora seja escolhida e ganhe um contrato com a Sony BMG para o lançamento de um CD e, provavelmente, um contrato para a realização de uma turnê com a DAY 1, empresa de entretenimento da gravadora.

A ação do Gas Festival não ficará restrita apenas ao programa de TV, já que a marca confirmou que realizará também o show, em um formato que não deve ser muito diferente daquele do ano passado.

O modelo “bandas novas” já foi utilizado por muitas marcas, como LG e Claro, mas não tem o poder de causar repercussão em torno das marcas, pois com o passar do tempo os vencedores dos concursos não atingem o estrelato, além dos patrocinadores não dão continuidade aos concursos, o que não contribui para torná-los desejados pelo postulantes a estrela.

A LG, que realizou seu concurso de banda novas em 2006, percebeu a falta de retorno do evento e deixou de realizar o “LG Music Festival” que ficou apenas na primeira edição, e este ano partiu para outras estratégias de abordagem do público jovem, como esta.

A união das forças do Guaraná Antártica, Rede TV!, Sony e B/Ferraz traz uma fórmula interessante de se trabalhar o entretenimento, atingindo de várias formas o target da marca, incluindo ações de internet, passando por um programa de TV, culminando com um show e o lançamento de um CD mostra uma nova maneira de se trabalhar o entretenimento por parte das marcas.

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22 | o mais caro naming rights do mundo

Julho 22, 2008 · 1 Comentário

A empresa norte-americana Wasserman Media Group está apresentando ao mercado a maior proposta de naming rights da história, que pode ultrapassar os US$ 800 milhões por 20 anos de contrato.

A venue em questão é o novo estádio de futebol americano que abrigará duas das mais importantes equipes do país, os Giants e os Jets, ambas de Nova York.

A mega arena terá capacidade para 82.500 pessoas sentadas, com um estacionamento para mais de 27.000 veículos, além de 9.000 lugares VIP, em uma área chamada Club, cujos ocupantes terão acesso a ambientes exclusivos, com restaurantes, estacionamento privativos e os melhores lugares para se assistir às partidas.

Os americanos, que dominam como ninguém o marketing de entretenimento, já começaram a alavancar a imagem da arena ainda sem nome que só será inaugurada em 2010, gerando uma grande repercussão de mídia para o empreendimento que terá um custo total de US$ 1,6 bilhão.

A estratégia de patrocínio da venue é bem clara e visa proporcionar o maior retorno possível para as poucas marcas que associarão sua imagem à arena, através de toda a mídia espontânea gerada pelas coberturas esportivas realizadas no espaço, atingindo um nível nunca antes alcançado no mundo.

Segundo Casey Wasserman, CEO da Wasserman Media Group, serão apenas quatro cotas de patrocínio além do naming rights, o que potencializará a projeção das marcas que investirão alguns (muitos) milhões de dólares nesta ação.

O que desperta a curiosidade é saber qual empresa terá caixa para sustentar um patrocínio de US$ 40 milhões por ano, durante 20 anos, e que representa o dobro do que o Citigroup paga pelo, até o momento, maior contrato de naming rights do mundo, batizando o Citi Field, casa do time de baseball NY Mets, também de Nova York.

Categorias: naming rights · patrocínio
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