57 | grupo rbs no entretenimento

Agosto 31, 2009 · Deixe um comentário

O Grupo RBS do Rio Grande do Sul pode vir a ser um dos grandes players do mercado de entretenimento brasileiro. A empresa, que é a afiliada da TV Globo na região sul do país e realiza o festival Planeta Atlântida, está com uma operação na capital paulista há alguns meses.

Através do recrutamento de profissionais com experiência no mercado de entretenimento, o Grupo entra no principal mercado do país em busca de oportunidades de ampliação dos negócios. O último contratado foi o ex-diretor de negócios da Agência Tudo, Marcelo Frazão, que participou da construção do Festival de Verão, um sucesso de público que acontece todos os anos em Salvador e é promovido pela Rede Bahia.

Em menos de uma semana este é o segundo anúncio na área de entretenimento feito pela empresa que, na terça-feira (25.08.09), anunciou a aquisição de parte da empresa de tecnologia de venda de ingressos e e-commerce Outplan, o que demonstra que a família Sirotsky compreendeu bem como a verticalização das operações envolvendo o entretenimento é importante na geração de receita.

Há alguns meses chegou a ser anunciada a parceria entre o Grupo gaúcho e o Grupo ABC, que acabou não se concretizando. O RBS então passou a operar em São Paulo em vôo solo, ampliando sua atuação na área de entretenimento sem a participação das empresas de Nizan Guanaes.

A chegada do RBS a São Paulo se soma a de outras empresas gaúchas que também desembarcaram no mercado paulista. Uma delas é a Opus Promoções, que operará a mais nova venues paulistana, o Teatro Bradesco, que fica no Shopping Bourbon, do também gaúcho Grupo Zaffari.

Fazendo uma análise do RBS em relação aos seus principais concorrentes no entretenimento ao vivo, o Grupo possui algumas vantagens competitivas em relação à T4F e ao Grupo ABC. O fato de a empresa ter como core business a comercialização espaço de mídia, em tese, dá a ela o acesso às verbas de grandes anunciantes que já se relacionam com os veículos do grupo, havendo a possibilidade de transferência ou incremento de receita por meio das atividades de entretenimento da nova operação, uma capacidade que nenhum dos outros grandes players consegue desenvolver.

Olhando de fora ainda não é possível identificar qual tipo de trabalho o escritório paulistano do Grupo RBS desenvolverá. O que é fato é que a presença de um grande grupo de comunicação perto dos maiores anunciantes e agências do país acirrará ainda mais a disputa pela verba de comunicação dos clientes, forçando os participantes do mercado a ter melhores idéias e soluções para o mercado.

Categorias: empresas de entretenimento
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