Foi anunciada na segunda-feira da semana passada (31/08) a aquisição da Marvel pela Disney por 4 bilhões de dólares em dinheiro e em troca de ações, o que dá ao Isaac “Ike” Perlmutter, CEO e maior acionista da Marvel, o posto de segundo maior acionista da gigante do entretenimento, atrás apenas de Steve Jobs.
O site ICv2 fez uma interessantíssima análise sobre as diversas divisões da empresa que serão impactadas pelas sinergias geradas pela união das duas empresas.
É notável como as empresas estão estruturadas do modo a maximizar a geração de receita em todas as áreas possíveis, aproveitando oportunidades em diversas frentes, sempre tendo o entretenimento como valor central das decisões do business.
Com esta aquisição a Disney, de modo geral, ganha representatividade no mundo adulto e junto público masculino, uma dificuldade da empresa, que tem sucessos como “Hanna Montana” e “As Princesas” focadas no público feminino, mas nenhum blockbuster masculino. A Marvel, por sua vez, poderá utilizar toda a máquina de licenciamento, distribuição, entretenimento ao vivo e varejo que a Disney dispõe para corrigir algumas de suas fraquezas.
De quebra, a Disney incrementa sua participação no mercado de HQs que a Marvel domina com 42% de participação, à frente da DC Comics, sua principal concorrente na disputa por aproximadamente 715 milhões de dólares em vendas anuais.
Este negócio nos mostra como o Brasil está atrasado em relação ao modelo de negócios em cascata aplicado internacionalmente, demonstrando claramente que há muito espaço para a profissionalização do mercado de entretenimento nacional, respeitando, claro, a singular dinâmica que o país.
Não é inteligente dar um copy-paste em modelos americanos ou europeus que não funcionam na singularidade das relações de negócios no país.
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