Skip to content

58 | naming rights no metro

Setembro 1, 2009

O Barclays, quarto maior banco inglês, adquiriu por 4 milhões de dólares o naming rights da terceira maior estação de metro em número de passageiros de Nova York por um período de 20 anos, em um investimento anual de apenas 200 mil dólares.

Se fosse uma ação isolada, este naming rights não faria nenhum sentido, mas ele é apenas uma parte da estratégia do banco que nomeará, por 400 milhões de dólares, a nova casa do time de basquete New Jersey Nets que será instalada em um complexo que está sendo construído no Brooklin.

A estação em questão é a Atlantic Avenue/Pacific Street que só será receberá o nome da instituição em 2012, ano em que o ginásio dos Nets será inaugurado, dando amplitude à estratégia de link do banco à venue, que está intimamente ligada à construção que ocupa 90 mil metros quadrados de prédios residenciais e comerciais, que pretende mudar o eixo de negócios e circulação de pessoas em Nova York.

Chamado Atlantic Yards, o empreendimento está sendo construído pela Forest City Ratner, que é de propriedade do dono dos Nets, sendo o segundo maior canteiro de obras da cidade, atrás apenas da reconstrução do World Trade Center.

Apesar das propaladas melhorias causadas pelo Atlantic Yards, o empreendimento foi muito questionado na justiça, principalmente por conta das desapropriações e pela incoerência dos novos prédios, altos e modernos, em um bairro conhecido por pequenas e históricas construções.

Embora seja uma ação interessante, o naming rights de meios de transporte não é inédito. Em Las Vegas a Nextel adquiriu o naming rights do trem monotrilho e em Tampa, na Flórida, a empresa de energia Teco nomeia os bondes da cidade.

A estratégia do Barclays em colocar sua marca em uma área que passa por uma renovação pode trazer ativos importantes para a marca, mas fica a dúvida em relação ao duplo naming rights (da estação de metro e do ginásio dos Nets): a presença redundante da marca em um bairro pode ser intrusiva, gerando incomodo nos habitantes locais, que podem passar a rejeitar a presença da empresa. O histórico de litígios entre os moradores e a construtora demonstra que há uma tensão entre as partes. Os responsáveis pelo projeto, bem como o Barclays devem se preparar para contornar a desconfiança local e implantar iniciativas que beneficiem o bairro, dando valor aos moradores, o que se reverterá em ativos para as marcas.

No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: