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61 | profissionais de operação

Fevereiro 8, 2010

A operação de uma venue não é uma tarefa simples. Exige expertises específicos, qualificação profissional, experiência, tudo isso muito difícil de encontrar em um mercado pouco desenvolvido como o brasileiro. Por este motivo algumas empresas estão buscando profissionais de operação em outros negócios, como o de shopping centers.

Um exemplo disto é a empresa Pepira, de Luiz Calainho, que administra o “Estádio Olímpico João Avelange” (Engenhão), onde o time do Botafogo manda seus jogos.

A contratação deste tipo de profissional de operação pode impactar negativamente o potencial total de geração de receitas do espaço, pois um administrador de shopping tem um foco voltado para a comercialização de metro quadrado locável, e não para uma plataforma de entretenimento, que é o caso de uma venue como o Engenhão.

Há algum tempo, as empresas de entretenimento buscavam profissionais de operação que tivessem tido background na área de hotelaria, modelo mais adequado ao negócio, pelo fato de envolver operações próprias de todos os serviços, desde o restaurante até à administração financeira.

A presença de profissionais vindos da área de shopping no entretenimento tem seu primeiro impacto na área de alimentos e bebidas, já que a tendência do gestor é terceirizar a atividade para empresas especializadas, essencialmente fast-food, cobrando ou um valor fixo de locação ou um comissionamento sobre as vendas. As duas modalidades de remuneração geram receita menor do que a operação in-house do A&B.

Os diretores do Botafogo acreditam, por exemplo, que a instalação de uma praça de alimentação no estádio contribuirá para uma freqüência maior de público aos jogos do time.

É interessante notar que existem outras empresas seguindo o mesmo caminho do “Engenhão”, que pode se tornar o padrão para  a área de operação das empresas.

Nos Estados Unidos e na Europa existem cursos específicos para a gestão de venues de grande porte, havendo, inclusive, alguns profissionais brasileiros formados por tais instituições, o que representará um diferencial interessante em um país com dezenas de novos espaços nascendo por conta dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo.

A reflexão que será feita em breve é de onde virão os profissionais de operação das novas venues brasileiras: dos shoppings, da hotelaria ou estrangeiros com experiência comprovada no negócio?

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