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62 | planmusic e a traffic

Março 9, 2010

O mundo do entretenimento anda agitado nestas últimas semanas. Primeiro, a aquisição de parte da Planmusic de Luiz Oscar Niemeyer pela empresa de mídia e marketing esportivo Traffic. Depois a sociedade da Globo com o Grupo RBS em uma empresa de entretenimento, este último assunto para outro post.

A Planmusic, fundada há cinco anos, foi a responsável por alguns grandes shows realizados no Brasil, como a conturbada apresentação do U2 em 2006, o inédito show do Radiohead em 2009 e a recente turnê da Beyoncé.

Seu proprietário, Luiz Oscar Niemeyer, atua no mercado de entretenimento há muitos anos, já tendo presidido a gravadora BMG, além de ter sido proprietário de uma casa de shows nos anos 80 no Rio de Janeiro.

A Traffic iniciou suas operações comercializando placas de publicidade em campos de futebol em São Paulo, quando seu proprietário, o jornalista J. Havilla, deixou sua atividade de repórter de campo para se dedicar à atividade publicitária.

Hoje a Traffic é uma empresa de grande porte, responsável pela comercialização de direitos de transmissão de algumas das principais competições futebolistas do mundo, como as eliminatórias da Copa do Mundo, a Copa América e a Copa Africana de Nações, além da venda de patrocínio.

A empresa também possui um time de futebol, o Desportivo Brasil, uma afiliada da TV Globo e diversos jornais estado de São Paulo, tendo comprado no ano passado o “Diário de São Paulo” da Infoglobo. O grupo atua também no agenciamento da carreira de jogadores de futebol.

O negócio gerado pela junção de dois players coloca à serviço da nova empreitada sinergias complementares, pois a Planmusic possui bom transito nos agentes internacionais, além do expertise de quem realiza eventos de grande porte, diminuindo assim o risco nas operações dos shows. A Traffic fortalece a relação da empresa com os anunciantes, uma vez que possui bom relacionamento com o mercado, além de uma equipe comercial altamente capacitada a negociar grandes eventos.

A fraqueza da nova empresa será o mesmo enfrentado pelo Grupo ABC em relação ao maior player do mercado, a T4F, a falta de venues para a realização de seus eventos, deixando de ter uma série de serviços que aumentam a receita global do negócio.

Ao que parece, a Planmusic espera ter uma venue própria, aproveitando uma, ou algumas, das muitas que serão construídas para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Até lá terá de se contentar em fazer parcerias com casas já estabelecidas, postergando um pouco a esperada verticalização das receitas do negócio de shows.

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