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65 | mastercard no entretenimento

Abril 14, 2010

Após ser “trancada” do lado de fora do futebol em todo o mundo pelo patrocínio da Visa à FIFA, e não estar associada aos Jogos Olímpicos, também por conta da sua maior concorrente, a MasterCard está direcionando seu investimento em eventos para a área de shows.

Ontem foi anunciada a parceria de cinco anos entre a multinacional de cartões de crédito e a Time for Fun, que consiste na compra de ingressos pelo sistema batizado de ShowPass, que é similar ao utilizado pela Visa há algum tempo, no qual se compra entradas para shows sem a necessidade de impressão do ingresso, sendo o próprio cartão o meio de acesso aos espetáculos.

Este mecanismo de compra alivia um pouco a despesa que o usuário do cartão teria na aquisição dos ingressos, pois não é necessário o pagamento da taxa de entrega dos ingressos, restando apenas a taxa de conveniência.

A negociação entre a MasterCard e a Time for Fun é uma espécie de troco da empresa de cartões à Visa, parceira histórica da T4F, que já patrocinou inúmeros shows e foi também parceira da Ticketmaster por muitos anos, agora fora da maior empresa de entretenimento do Brasil.

O negócio envolvendo as duas empresas não é bom só para a MasterCard, que oferecerá um benefício tangível com potencial de alcance para toda sua base de cliente, mas também para a T4F, que terá um corte substancial de custos e operação e produção dos tíquetes emitidos pela empresa, um deles o do papel de alto custo no qual seus ingressos são impressos.

É interessante notar que o comando da operação brasileira da MasterCard é de Gilberto Caldart, que foi executivo do Citibank quando o banco passou a investir em entretenimento, numa grande parceria com a T4F, fato que demonstra claramente a visão do profissional com relação ao retorno que este tipo de investimento dá a empresas que ativam bem seus patrocínios.

Novamente a T4F se beneficia da sua grande capacidade de verticalização das operações, que dá à empresa a oportunidade de criar novos produtos e atender à diferentes demandas com mais eficiência que seus concorrentes. Quem não montar operações verticalizadas vai ficar para trás, seja a Globo, a Traffic ou o grupo RBS.

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