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74 | dentsu no entretenimento

Julho 26, 2010
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Foi anunciada na semana passada o início da operação da divisão de entretenimento e esportes da Dentsu no Brasil, tendo como principais executivos Paulo Leal (ex-Mondo Entretenimento, Dream Factory, ESPN e CIE Brasil) como vice-presidente de Conteúdo e Entretenimento e Marcio Leone (ex-DPZ) como vice-presidente de Atendimento e Novos Negócios.

A Dentsu é a maior agência de propaganda do Japão e a maior rede de agências independentes do planeta. Na sede da empresa em Tokio trabalham mais de 6.000 profissionais que atendem a diversas contas, inclusive de competidores do mesmo segmento.

Criada em 1901, esta tradicional agência de propaganda estabeleceu seus negócios no ramo de entretenimento e esportes com mais força a partir do ano de 1984, quando criou novos critérios para a comercialização de patrocínio para os Jogos Olímpicos de Los Angeles (assunto abordado neste post), tornando-se a partir daquele ano a responsável pela captação de recursos para o Comitê Olímpico Internacional e para a FIFA pouco, além de atuar nas áreas de licenciamento, games e animação.

Como todas as empresas de entretenimento que se estabelecem no nosso mercado, a Dentsu também terá seu foco de atuação na área de esportes, músicas, espetáculos e eventos proprietários, este último, um sonho que todas desejam emplacar, mas poucas conseguem resultados relevantes para as marcas.

A exemplo do que aconteceu com a CIE na sua chegada ao Brasil, a Dentsu tem um diferencial em relação aos seus concorrentes, que é o grande expertise que da empresa possui na área, com propalados 250 profissionais dedicados somente a esta área na matriz, além de outros profissionais lotados no Estados Unidos e Europa. Claro que as imensas diferenças culturais entre os mercados terão que ser geridas com atenção para que os projeto da empresa se encaixem na maneira brasileira de operar.

A exemplo do que faz o Grupo ABC, a Dentsu também tentará enquadrar a verba de seus clientes atuais em atividades de entretenimento, que se bem desenvolvidas proporcionarão uma margem de contribuição maior para o negócio do que a atividade da propaganda. Entretanto a multinacional japonesa também enfrentará as mesmas dificuldades que o grupo comandado por Guga Valente e Nizan Guanaes, que é a restrição que os outros anunciantes terão em colocar dinheiro e entregar parte da sua estratégia a uma agência que atente a concorrentes diretos.

É claro que a evolução econômica do país este ano coloca uma dose extra de otimismo no mercado, mas segue a dúvida se há a criação de demanda tamanha que seja suficiente para acolher todas as novas empreitadas que estão surgindo na área de entretenimento, tanto do ponto de vista da verba dos anunciantes, como, e acima de tudo, do público, que é o objetivo final deste tipo de negócio.

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